Receber uma notificação ou ser acionado judicialmente por um aluno que se machucou durante uma aula é uma situação que gera pânico e muita dúvida. A primeira pergunta que todo professor, academia ou organizador de evento esportivo faz é a mesma: eu sou obrigado a pagar?
A resposta honesta é: depende.
E entender do que depende é exatamente o que pode fazer a diferença no seu caso.
A relação entre aluno e academia é considerada uma relação de consumo pelo Código de Defesa do Consumidor. Isso significa que, em tese, a responsabilidade da academia existe independentemente de culpa, o que assusta quem está no lado da defesa.
Mas essa responsabilidade não é ilimitada nem automática. Para que exista obrigação de indenizar, três elementos precisam estar presentes ao mesmo tempo: a conduta (algo que a academia fez ou deixou de fazer), o dano, e o nexo de causalidade entre os dois.
Se qualquer um desses elementos não estiver demonstrado, não há dever de indenizar.
E é aqui que entra um argumento central para a defesa: o risco de lesão é inerente à prática de atividades físicas, especialmente nas artes marciais.
Quedas, torções, impactos e contato físico não são defeitos do serviço, são características conhecidas e aceitas por quem escolhe praticar esse esporte.
Os próprios Parâmetros Curriculares Nacionais reconhecem que certos riscos físicos são inseparáveis do movimento humano e não podem ser completamente eliminados.
Quanto mais avançado o nível do aluno, maior a complexidade dos movimentos e, naturalmente, maior a exposição a esse tipo de acidente.
Isso não significa que academia ou professor nunca respondem. Significa que há uma diferença importante entre o acidente que acontece dentro da normalidade da atividade e aquele que decorre de negligência real, equipamento inadequado, ausência de supervisão, técnica ensinada de forma errada, aluno colocado em situação desproporcional ao seu nível.
Essa distinção é o coração da defesa nesses casos.
Para organizadores de competições esportivas, a análise é semelhante, mas com camadas adicionais: regulamento do evento, termos de participação assinados pelos atletas, condições do local e presença de suporte médico são fatores que pesam diretamente na avaliação da responsabilidade.
Se você está nessa situação — seja como professor, academia ou organizador — o momento de agir é agora, antes que o processo avance sem uma defesa bem construída.
Esses casos têm solução. Mas a qualidade dessa solução depende diretamente de quando e como a defesa começa.
Nossa equipe atua na assessoria e defesa de estabelecimentos, profissionais e organizadores em casos como esse, e sabe exatamente onde estão os argumentos que fazem diferença.
Entre em contato e descubra qual é o caminho mais inteligente para o seu caso.
Não faça isso sem assessoria jurídica, mesmo que seja um pequeno negócio!
Todo mundo já ouviu alguma história assim: alguém vendeu o próprio negócio, recebeu o dinheiro, ficou aliviado, e seis meses depois recebeu uma intimação da Justiça do Trabalho com o nome dele.
Ou comprou uma lojinha com tudo “certinho no contrato de gaveta” e descobriu depois que havia dívida com fornecedor, imposto atrasado e funcionário sem registro pronto para processar.
Comprar ou vender empresa parece simples.
Assina um papel, passa o dinheiro, acabou. Na prática, não é bem assim.
O problema do “a gente resolve no contrato simples”
Quando o negócio envolve funcionários, ponto comercial, equipamentos, estoque, clientes, fornecedores e obrigações fiscais — e quase todo negócio envolve pelo menos alguns desses elementos — existe uma série de riscos que um contrato feito às pressas ou baixado da internet simplesmente não cobre.
O vendedor que não se protege pode continuar sendo cobrado por dívidas do negócio mesmo depois de vendido.
O comprador que não investiga direito pode herdar processos trabalhistas de funcionários que ele nem conhecia, dívidas com o fisco que não apareceram na conversa e obrigações com o locador do imóvel que inviabilizam a operação.
E se for um negócio pequeno, vale mesmo contratar advogado?
Essa é a pergunta que quase todo empresário faz. E a resposta é direta: vale mais ainda.
Pensa assim: se o negócio vale 150 mil reais, os honorários de uma assessoria jurídica especializada representam uma fração pequena desse valor.
Agora compara com o custo de um único processo trabalhista, que pode facilmente chegar a 30, 40, 50 mil reais, ou com uma autuação fiscal que aparece dois anos depois da compra e que você vai ter que pagar porque o contrato não previa quem era responsável por isso.
O barato do “a gente faz sem advogado” costuma sair muito caro.
O que uma assessoria jurídica faz numa compra e venda de empresa?
Antes de assinar qualquer coisa, um advogado especializado investiga se existem processos trabalhistas em nome dos sócios ou da empresa, dívidas com a Receita Federal, pendências com fornecedores, irregularidades no contrato de locação do imóvel e uma série de outros pontos que não aparecem na conversa entre comprador e vendedor.
Para quem vende, a assessoria garante que o contrato deixa claro o que fica e o que vai junto, e que você não vai continuar sendo responsabilizado por nada depois que o dinheiro entrar na sua conta.
Para quem compra, garante que você está pagando pelo que realmente existe, não pelo que te mostraram numa planilha otimista.
O acordo feito entre amigos também precisa de contrato
Muitas transações acontecem entre conhecidos, parentes ou sócios que se separam. E é exatamente nesses casos que as pessoas mais dispensam a assessoria jurídica, porque confiam uma na outra.
O problema é que a confiança não resolve uma autuação fiscal, não cancela um processo trabalhista e não desfaz um contrato mal redigido.
Amizade e negócio são coisas diferentes.
bom contrato não significa desconfiança, significa que os dois lados estão protegidos, sabem exatamente o que combinaram e não vão ter surpresa desagradável depois.
O momento certo de chamar um advogado é antes de assinar
Depois que o contrato está assinado e o dinheiro trocou de mão, as opções diminuem muito. Desfazer um negócio mal feito é muito mais caro — em dinheiro, tempo e energia — do que ter feito certo desde o começo.
Se você está pensando em vender seu negócio, comprar um, ou está no meio de uma negociação, o momento de buscar orientação jurídica é agora, não depois que o problema aparecer.
Fale com os advogados da Valim Advogados pelo WhatsApp.
A gente acompanha a operação do início ao fim, protege seu patrimônio e garante que o negócio feito hoje não vire dor de cabeça amanhã.
Muita gente que tem negócio em imóvel alugado acredita que, depois de anos pagando aluguel em dia e construindo clientela naquele endereço, tem direito garantido de ficar.
Que o dono não pode simplesmente mandar embora. Isso é verdade, mas com uma condição que a maioria descobre tarde demais: esse direito não é automático.
Ele precisa ser construído desde o primeiro contrato.
A Lei do Inquilinato garante ao empresário o direito de exigir judicialmente a renovação do contrato de aluguel comercial.
Mas para ter esse direito, você precisa preencher três condições ao mesmo tempo.
A primeira é ter contrato escrito com prazo mínimo de cinco anos. Não precisa ser num contrato único de cinco anos. Dá para somar contratos consecutivos, por exemplo, dois contratos de dois anos e meio, ou um de três e outro de dois.
O que importa é que, somados, cheguem a cinco anos sem interrupção. Aqui está um erro clássico: o empresário fica no imóvel há anos, mas os contratos foram feitos por períodos curtos, sem renovação formal por escrito, viraram locação por prazo indeterminado no meio do caminho e aí o relógio dos cinco anos recomeça do zero.
A segunda é estar usando o imóvel para o mesmo ramo de atividade há pelo menos três anos. Não basta ter contrato longo. A lei quer saber se você construiu um negócio naquele endereço.
Se você mudou o tipo de atividade — era loja de roupas e virou restaurante, por exemplo — o prazo do ramo começa a contar do zero também.
A terceira é estar em dia com o aluguel e com as obrigações do contrato. Sem inadimplência, sem descumprimento de cláusulas.
Parece óbvio, mas é comum o empresário deixar parcelas em aberto ou descumprir alguma obrigação acessória e perder o direito sem perceber.
O prazo que a maioria perde — e que não tem conserto. Mesmo quem preenche todos os requisitos pode perder o direito por um motivo simples: deixar passar o prazo para entrar com a ação.
A renovatória precisa ser ajuizada entre um ano e seis meses antes do fim do contrato. Parece cedo demais e é exatamente por isso que muita gente perde.
O empresário espera o contrato acabar para agir, e quando procura um advogado já não há mais nada a fazer. Se o seu contrato vence em dezembro de 2026, você precisa entrar com a ação entre dezembro de 2025 e junho de 2026. Fora dessa janela, o direito se extingue, sem exceção.
“Mas eu estou aqui há dez anos, o dono não pode me tirar assim.” Pode, sim — se você não tiver os requisitos ou tiver perdido o prazo.
O tempo que você está no imóvel, por si só, não garante nada. O fundo de comércio que você construiu — sua clientela, sua localização, sua reputação naquele endereço — tem valor enorme para o seu negócio.
Mas a lei só protege esse valor se você tiver seguido as regras do jogo.
Empresários que ficam anos num imóvel sem contrato escrito, com acordos informais ou com contratos curtos renovados verbalmente vivem numa insegurança que pode destruir o negócio de um dia para o outro.
O que fazer desde já. Se você ainda vai assinar um contrato de locação comercial, exija contrato escrito com prazo mínimo de cinco anos, mantenha o mesmo ramo de atividade registrado, renove sempre por escrito — nunca verbalmente ou “no acerto” — e anote a data de vencimento com alerta para um ano antes.
Se o contrato já está em andamento, vale fazer uma revisão agora para entender se você já tem — ou está perto de ter — o direito à renovação, e principalmente para não perder o prazo.
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A gente analisa sua situação, te diz se você tem direito à renovação do contrato e cuida de tudo para você não perder o prazo nem o seu ponto comercial.
Com disputas eleitorais cada vez mais polarizadas e pessoais, do tipo que divide família, grupo de WhatsApp e, sim, equipes dentro das empresas, o empresário às vezes se sente tentado a ser transparente: “Vou votar no fulano, e acho que vocês deveriam também.”
Parece simples. Mas essa afirmação, dependendo de como é feita e de qual posição de poder você ocupa, pode configurar crime eleitoral e gerar ações trabalhistas.
Liberdade de expressão do empregador: o que é garantido
Sim, o empregador é um cidadão com direito à opinião política.
Ele pode:
Votar em quem quiser;
Manifestar suas opiniões políticas em espaços pessoais, redes sociais próprias, conversas com amigos, participação em atos públicos;
Fazer doações a candidatos dentro dos limites da legislação eleitoral.
Isso é protegido pela Constituição e ninguém pode tirar esse direito do empresário enquanto cidadão.
O problema começa quando o empresário fala como chefe
O Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), o Código Penal e a legislação trabalhista convergem em um ponto: a relação de dependência econômica entre empregado e empregador cria um ambiente de vulnerabilidade que o direito protege.
Quando o empregador usa sua posição hierárquica para influenciar o voto do empregado, o que era liberdade de expressão pode se tornar coação eleitoral — prevista como crime no art. 301 do Código Eleitoral, com pena de até 4 anos de reclusão.
A configuração do crime não exige ameaça explícita. Basta que a conduta induza ou constranja o empregado, ainda que de forma velada.
Exemplos que já geraram condenações:
Reunião em que o patrão “recomenda” candidatos e insinua que quem votar diferente “vai dificultar” o ambiente;
Mensagens em grupo de trabalho pedindo voto em determinado candidato;
Panfletos de campanha distribuídos dentro da empresa pelo próprio empregador.
E se eu apenas disser em quem vou votar, sem pedir nada?
A linha é tênue. Em tese, declarar seu voto sem qualquer pressão ou pedido é exercício da liberdade de expressão. Mas o contexto importa muito:
Se for dito em uma reunião de trabalho, risco alto;
Se for em uma mensagem individual para subordinados, risco médio a alto;
Se for em uma postagem pública pessoal, sem associar à empresa, risco baixo ou nulo.
A regra prática: separe o empresário do cidadão. Nas relações com seus empregados, mantenha neutralidade. No seu espaço pessoal, use sua voz como quiser.
O que fazer se um empregado te acusar de coação eleitoral?
Preserve toda a comunicação interna (e-mails, mensagens, registros de reuniões);
Acione imediatamente seu advogado trabalhista e, se necessário, eleitoral;
Não tente “resolver” a situação diretamente com o empregado sem orientação jurídica — isso pode piorar a situação.
Quer saber exatamente o que você pode ou não fazer no ambiente de trabalho durante o período eleitoral?
Fale com os advogados da Valim Advogados. Orientamos empresas em todos os ciclos eleitorais para que você exerça sua liberdade como cidadão sem colocar sua empresa em risco.
Em tempos de eleições acirradas com disputas que envolvem desde nomes como Lula e Flávio Bolsonaro até candidatos locais que dividem opiniões dentro do próprio time, o empresário se vê diante de uma situação delicada: empregados fazendo campanha, distribuindo material, usando uniforme para discutir política. Você pode proibir? Como agir sem transformar isso em processo?
A resposta é: sim, você pode estabelecer limites, desde que o faça corretamente.
O que a lei diz sobre liberdade política no ambiente de trabalho
A Constituição Federal garante a todo cidadão a liberdade de opinião e expressão política (art. 5º, IV e IX). Isso é inegável.
Mas esse direito não é absoluto dentro do ambiente de trabalho, especialmente quando entra em conflito com o poder diretivo do empregador e com a boa ordem do estabelecimento.
O art. 2º da CLT reconhece ao empregador o direito de organizar, dirigir e disciplinar a prestação de serviços. Isso inclui regular condutas dentro do ambiente de trabalho, desde que as regras sejam claras, razoáveis e aplicadas de forma igualitária.
O que você pode proibir (com segurança jurídica)
1 – Distribuição de panfletos, santinhos ou materiais de campanha durante o horário de trabalho;
2 – Uso do uniforme da empresa em atos políticos ou em postagens de cunho eleitoral nas redes sociais;
3 – Debates políticos acalorados que perturbem o ambiente de trabalho ou causem constrangimento a colegas;
4 – Uso de e-mail corporativo, sistemas ou equipamentos da empresa para fins de campanha;
5 – Fixação de material político em murais, paredes ou espaços da empresa.
O que você não pode fazer
1 – Coagir empregados a votar em determinado candidato ou partido;
2 – Demitir ou punir empregado por suas convicções políticas declaradas fora do ambiente de trabalho;
3 – Monitorar mensagens pessoais ou celulares particulares dos empregados em busca de posicionamento político;
4 – Discriminar em promoções, funções ou benefícios com base em opção política.
Essas condutas caracterizam abuso do poder diretivo e podem ensejar ações trabalhistas com pedido de danos morais com indenizações significativas.
Como formalizar a proibição de forma eficaz?
A ferramenta mais eficaz é o Regulamento Interno, um documento que estabelece, de forma clara e prévia, as regras de convivência dentro da empresa.
Nele, você pode incluir:
Vedação ao uso de espaços e equipamentos da empresa para fins político-eleitorais;
Regras sobre o uso de uniforme e identidade visual da empresa;
Código de conduta para uso de redes sociais em nome ou associado à empresa;
Procedimento disciplinar para descumprimento.
Com esse documento assinado pelos empregados no ato da admissão ou por aditivo, a empresa tem respaldo documental sólido para aplicar advertências, suspensões e até demissão por justa causa com menos risco de reversão na Justiça.
Fale com os advogados da Valim Advogados. Elaboramos e atualizamos regimentos internos com linguagem clara, força jurídica e adequação à realidade da sua empresa.
O tema da jornada 6×1 entrou no centro do debate político e trabalhista brasileiro e não sai.
Com movimentos no Congresso e pressão de diferentes setores, o empresário fica com uma pergunta legítima na cabeça: se isso mudar, o que acontece com o meu negócio?
Neste artigo, vamos separar o que é realidade jurídica do que é ruído político e mostrar caminhos concretos para quem precisa gerir equipes e negócios com segurança.
O que é a escala 6×1 e por que ela está em debate?
A escala 6×1 significa: seis dias de trabalho para um dia de folga. Ela é expressamente prevista no art. 67 da CLT e no art. 7º, XIII e XV da Constituição Federal, que garantem o repouso semanal remunerado preferencialmente aos domingos.
A discussão atual gira em torno de uma proposta de emenda constitucional (PEC) e de projetos de lei que buscam limitar ou proibir esse modelo em certas atividades, reduzindo a jornada máxima ou tornando obrigatória a escala 5×2 (cinco dias de trabalho, dois de folga) ou 4×3 (quatro dias de trabalho, três de folga).
O debate é real. A aprovação, por enquanto, não está definida. Mas esperar para se preparar é o pior caminho.
Se a jornada mudar, o impacto econômico é concreto
Para empresas que operam com escala 6×1, especialmente no comércio, saúde, segurança, alimentação e logística, uma mudança de jornada representa:
Necessidade de contratar mais trabalhadores para cobrir o mesmo volume de horas;
Reajuste de custos com encargos, benefícios e gestão de equipes;
Adaptação de processos operacionais;
Isso não significa que o empresário está desamparado. Significa que planejamento jurídico e operacional antecipado é o que separa quem absorve a mudança de quem entra em colapso de caixa ou risco jurídico.
Quais são as alternativas legais disponíveis hoje?
Mesmo com as regras atuais, há caminhos que o empresário pode usar para otimizar a jornada com segurança:
1. Banco de Horas (por acordo individual ou coletivo) Permite compensar horas em excesso ao longo de um período, evitando pagamento de horas extras. Com acordo coletivo, o prazo de compensação pode chegar a um ano.
2. Regime de Compensação Semanal Para setores que não precisam de 6 dias contínuos, é possível estruturar escalas como 5×2 ou 5×1, respeitando a carga horária semanal de 44 horas.
3. Teletrabalho e Jornada por Produção Para funções que admitem trabalho remoto, é possível adotar regime de controle por produção ou tarefa — afastando o controle rígido de jornada e, consequentemente, a incidência de horas extras em muitos casos.
4. Acordo Coletivo Específico (via Sindicato) A Reforma Trabalhista de 2017 ampliou o espaço do negociado sobre o legislado. Em muitos setores, é possível negociar escalas diferenciadas, desde que dentro dos limites constitucionais.
O que você não deve fazer
Ignorar o debate achando que “não vai passar”, pois mesmo sem aprovação, uma fiscalização intensa ou uma decisão judicial regional pode antecipar problemas;
Manter escalas 6×1 sem documentação correta, sem registro de DSR e sem controle de ponto — isso já é risco hoje;
Reagir à mudança às pressas, contratando sem planejamento ou desligando trabalhadores de forma irregular.
Quer entender como a sua empresa ficaria em diferentes cenários de mudança de jornada?
Fale com os advogados da Valim Advogados. Fazemos o diagnóstico da sua folha de pagamento, da sua estrutura de jornada e te apresentamos alternativas reais, antes que a lei te obrigue a improvisar.
A NR-1 — Norma Regulamentadora nº 1, do Ministério do Trabalho — passou por atualizações significativas que incluem, entre outras exigências, a gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho: estresse, burnout, assédio moral, sobrecarga e outros fatores que afetam a saúde mental do trabalhador.
Para o empresário, a reação imediata é de alarme: “Vou precisar contratar psicólogo, fazer laudos caros, montar comitê…”
Não necessariamente. Conformidade com a NR-1 é possível — e mais simples do que parece — se você souber o que realmente a norma exige.
O que mudou na NR-1 e o que ela exige de você
As atualizações da NR-1 reforçam a obrigatoriedade do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), com foco no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A novidade mais comentada é a inclusão explícita dos riscos psicossociais como categoria a ser identificada, avaliada e gerenciada.
Na prática, isso significa que sua empresa precisa:
Identificar os riscos psicossociais existentes no ambiente de trabalho (pressão por metas, jornadas exaustivas, conflitos interpessoais, isolamento, assédio);
Avaliar a exposição dos trabalhadores a esses riscos;
Documentar esse processo no PGR;
Implementar medidas de controle que podem ser simples ajustes de gestão;
Monitorar periodicamente.
O que a NR-1 não exige (e que muitos acham que exige)
1 – Não exige que você contrate psicólogo ou terapeuta para os empregados;
2 – Não exige laudos psiquiátricos individuais dos trabalhadores;
3 – Não exige auditoria externa obrigatória;
4 – Não tem custo mínimo obrigatório estabelecido.
O que ela exige é processo documentado e processo documentado é, antes de tudo, uma questão de organização e assessoria jurídica/preventiva competente.
Como cumprir a NR-1 sem explodir o orçamento
Passo 1: Revise e atualize seu PGR existente
Se sua empresa já tem o PGR (obrigatório desde 2021), atualize-o para incluir o mapeamento dos riscos psicossociais. Isso é feito por análise interna, com a participação dos responsáveis por cada área.
Passo 2: Faça um mapeamento simples de riscos psicossociais
Não precisa ser um processo sofisticado. Um questionário interno anônimo aplicado aos colaboradores, combinado com análise do histórico de afastamentos e reclamações, já cumpre a etapa de identificação.
Passo 3: Documente as medidas que você já adota
Muitos empresários já fazem coisas corretas, pausas regulares, canais de comunicação abertos, políticas de respeito, mas não documentam.
Documentar o que já existe é, muitas vezes, suficiente para comprovar conformidade.
Passo 4: Estabeleça um canal de comunicação interno
Uma caixa de sugestões física ou digital, com registro de recebimento e resposta, já demonstra compromisso com a escuta ativa dos trabalhadores, um dos pilares da norma.
Passo 5: Revise contratos, regimentos e políticas internas
Com orientação jurídica, é possível revisar cláusulas contratuais, regimentos internos e políticas de conduta para que estejam alinhados às exigências da NR-1, sem exposição desnecessária em eventual fiscalização ou reclamação trabalhista.
O risco de não cumprir
Empresas autuadas por descumprimento das NRs podem receber:
Autos de infração com multas graduadas conforme o porte da empresa;
Embargos e interdições em casos graves;
Uso das irregularidades como agravante em ações trabalhistas individuais, especialmente em pedidos de danos morais por assédio ou doença ocupacional.
O custo de não se adequar é, na maior parte dos casos, muito mais alto do que o custo de se adequar com planejamento.
A NR-1 não é inimiga do empresário é uma oportunidade de organização
Empresas com boa gestão de riscos ocupacionais têm menos afastamentos, menos reclamações trabalhistas e equipes mais produtivas. Cumprir a NR-1 com inteligência é, também, uma decisão de gestão.
Fale com os advogados da Valim Advogados. Atuamos de forma preventiva para que sua empresa esteja protegida antes da fiscalização ou das ações trabalhistas chegarem.
Valim Advogados, sua parceira jurídica para empresas que querem crescer com segurança.
Com a Copa do Mundo 2026 chegando e a torcida brasileira de olho em cada convocação, seja de Neymar ou de qualquer outro nome que movimente as redes sociais, uma dúvida antiga volta a incomodar quem tem empresa: o que fazer quando o empregado simplesmente não aparece no dia do jogo do Brasil?
A resposta curta: depende.
A resposta completa é esta que você vai ler agora.
Falta no dia do jogo: é falta justificada ou injustificada?
A CLT não prevê feriado automático para jogos da Seleção Brasileira.
Isso significa que, em princípio, o dia de jogo é dia de trabalho normal, a menos que exista decreto municipal ou estadual declarando ponto facultativo, convenção coletiva da categoria prevendo a folga, ou acordo individual entre empregado e empregador.
Se nenhuma dessas hipóteses se aplica à sua empresa, a ausência do empregado é tecnicamente uma falta injustificada, com consequências previstas em lei:
Desconto do dia não trabalhado no salário;
Possível perda do descanso semanal remunerado (DSR), quando a falta ocorre na semana que antecede o DSR;
Em casos reiterados, pode fundamentar advertência, suspensão ou até justa causa por desídia.
Mas posso demitir por justa causa quem faltou no jogo?
Tecnicamente, a falta injustificada é uma das hipóteses previstas no art. 482 da CLT.
Na prática, porém, a justa causa por uma única falta raramente é sustentada na Justiça do Trabalho, que exige o chamado “graduação disciplinar punitiva” ou seja, crescer a punição gradativamente, com advertência, suspensão e, só então, demissão por justa causa.
Demitir por justa causa sem esse histórico documentado é abrir brecha para reversão judicial, indenização e verbas rescisórias.
O que fazer, na prática?
Verifique se há decreto de ponto facultativo no seu município ou estado para o dia do jogo.
Consulte a Convenção Coletiva da sua categoria — algumas já preveem compensação ou banco de horas para os dias de partida.
Documente a ausência com marcação de ponto e notificação formal ao empregado (advertencia escrita).
Aplique o desconto de forma correta na folha de pagamento.
Instaure procedimento disciplinar se a falta for reiterada — sempre por escrito, com assinatura do empregado ou testemunhas.
A euforia da Copa não suspende suas obrigações como empregador mas também não precisa gerar conflito
Muitos empresários aproveitam os jogos da Copa para fortalecer o ambiente interno: autorizam acompanhamento dos jogos no intervalo, flexibilizam horário em troca de compensação, ou transformam o dia em algo positivo para os colaboradores e empresa.
Isso é possível e legalmente seguro, desde que formalizado. Um simples acordo escrito de compensação de horas resolve a situação com muito mais eficiência do que um processo trabalhista.
Seu empregado faltou e você não sabe como agir? Ou quer se preparar antes da Copa para não ter dor de cabeça?
Fale agora com os advogados da Valim Advogados. Somos parceiros jurídicos de empresas que querem segurança para crescer, sem susto na Justiça do Trabalho.
A entrada em vigor da Lei nº 15.377/2026 trouxe mudanças relevantes para o ambiente corporativo ao reforçar o dever de informação do empregador no âmbito da saúde do trabalhador.
Embora a norma não tenha criado direitos materiais, seus efeitos práticos são significativos, pois ampliam a responsabilidade das empresas e exigem uma atuação mais ativa na gestão de pessoas.
Mais do que uma alteração formal na CLT, trata-se de uma mudança de postura exigida das organizações.
Antes da nova lei, o empregador já tinha obrigações relacionadas à saúde e segurança do trabalho, mas o dever de informar não era tratado de forma expressa e estruturada, com a Lei nº 15.377/2026, isso muda.
Agora, a empresa deve informar seus empregados sobre campanhas de saúde (tais como vacinação e prevenção de câncer), orientar sobre o acesso a exames e serviços de diagnósticos e comunicar expressamente direitos trabalhistas ligados à saúde, como ausência justificada para exames preventivos.
“Art. 169-A. É obrigação das empresas disponibilizar a seus empregados informações sobre campanhas oficiais de vacinação, sobre o papilomavírus humano (HPV) e sobre os cânceres de mama, de colo do útero e de próstata, em conformidade com as orientações e recomendações do Ministério da Saúde, bem como promover ações afirmativas de conscientização sobre essas doenças e orientar seus empregados sobre o acesso aos serviços de diagnósticos.
Ou seja, não basta mais “permitir” ou “não permitir” — é necessário informar, orientar e conscientizar.
Ademais, um dos pontos mais relevantes para as empresas é que, embora a lei não traga uma penalidade direta e específica, ela amplia o risco jurídico de forma direta.
Isso ocorre porque o descumprimento do dever de informação pode ser interpretado como negligência do empregador, falha no dever de cuidado e elemento de culpa em ações trabalhistas. Na prática, isso pode impactar nos processos envolvendo doenças ocupacionais, nos pedidos de indenização por danos morais e em discussões sobre responsabilidade civil do empregador.
A informação passa a ser um critério relevante para avaliar se a empresa agiu corretamente.
A nova Lei exige que o dever de informação seja incorporado as rotinas internas da empresa, isso implica na criação de campanhas internas de conscientização, formalização de comunicações (e-mails, cartilhas, murais, treinamentos), registro das ações realizadas e por aí vai.
Empresas que já possuem programas de compliance estruturados terão mais facilidade de adaptação. Já aquelas que não possuem controles internos precisarão se adequar rapidamente.
Outrossim, a referida Lei na prática, exige uma atuação conjunta entre áreas que muitas vezes trabalham de forma separada, gerando uma integração que passa a ser essencial para evitar falhas e garantir que a empresa consiga comprovar o cumprimento da obrigação.
É necessário evidenciar que, outro efeito importante da lei é a influência sobre a cultura interna da empresa. Ao exigir ações de conscientização, o legislador incentiva ambientes de trabalho mais saudáveis, maior atenção a saúde preventiva e valorização do bem-estar do trabalhador.
A Lei entrou em vigor na data de sua publicação, o que significa que as empresas já estão obrigadas a cumpri-la.
Isso reforça a necessidade de revisão imediata de práticas internas, especialmente em setores de RH e compliance.
Outro ponto importante a ser mencionado, é que, a Lei nº 15.377/2026 também representa avanço relevante na promoção da saúde da mulher no ambiente de trabalho, ao ampliar o acesso à informação e incentivar a realização de exames preventivos.
Nesse contexto, a norma contribui para o fortalecimento das políticas de prevenção, especialmente no que se refere a doenças como o câncer de mama e o câncer do colo do útero, ao mesmo tempo em que reforça o papel das empresas na promoção da saúde integral de seus colaboradores.
Diante disso, verifica-se que a Lei nº 15.377/2026 afeta diretamente as empresas ao elevar o dever de informação à condição de obrigação central da relação de trabalho. Se antes a atuação empresarial era predominantemente reativa, passa agora a exigir uma postura preventiva e ativa.
Na prática, isso implica a necessidade de informar de forma clara e contínua, estruturar políticas internas de saúde, registrar e comprovar as medidas adotadas, bem como promover a integração entre áreas e a revisão de processos internos.
Se antes a atuação empresarial era predominantemente reativa, agora passa a ser necessariamente preventiva e ativa!
Mais do que mero cumprimento legal, trata-se da adaptação a um novo modelo de responsabilidade empresarial, no qual a informação assume papel essencial tanto na proteção do trabalhador quanto na mitigação de riscos e na garantia de segurança jurídica para a própria empresa.
Isabela Markowicz de Oliveira, advogada na Valim Advogados Associados
A organização da jornada de trabalho sempre foi um dos temas centrais do Direito do Trabalho, especialmente diante da tensão existente entre a proteção da saúde do trabalhador e a necessidade de flexibilização das relações produtivas.
Nesse contexto, surgem modelos alternativos de jornada, como a escala 4×4 (quatro por quatro), na qual o trabalhador exerce suas atividades por quatro dias consecutivos e usufrui quatro dias de descanso.
Recentemente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu a validade dessa modalidade de jornada quando instituída por acordo coletivo e desde que respeitado o limite constitucional de duração do trabalho.
A decisão reafirma a centralidade da negociação coletiva no ordenamento trabalhista brasileiro e se insere no contexto de fortalecimento da tese do negociado sobre o legislado.
Todavia, a admissão dessa jornada suscita questionamentos relevantes sobre os limites da autonomia coletiva, os impactos na saúde do trabalhador e a compatibilidade com os parâmetros constitucionais de proteção laboral.
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA JORNADA 4X4
A escala 4×4 (quatro por quatro) consiste em um sistema de revezamento no qual o trabalhador exerce atividade por quatro dias consecutivos, seguidos por quatro dias de descanso. Em muitos casos, a jornada diária alcança 10 (dez) a 12 (doze) horas, o que implica compensação posterior por meio de períodos mais extensos de folga.
Essa lógica aproxima-se de regimes já conhecidos no direito brasileiro, como: jornada 12×36 (doze por trinta e seis), amplamente difundida em setores hospitalares e de vigilância; turnos ininterruptos de revezamento e regimes compensatórios pactuados em negociação coletiva.
A peculiaridade do modelo 4×4 (quatro por quatro) reside no fato de que, apesar da extensão diária da jornada, o cálculo médio de horas trabalhadas não ultrapassa o limite constitucional semanal de 44 (quarenta e quatro) horas, requisito considerado essencial para sua validade.
Assim, a lógica compensatória é o elemento central que permite compatibilizar o regime com o sistema jurídico trabalhista.
FUNDAMENTAÇÃO LEGAL
A validação da jornada 4×4 (quatro por quatro) encontra respaldo em diversos dispositivos normativos do ordenamento jurídico brasileiro.
A base constitucional da discussão encontra-se principalmente no artigo 7º da Constituição, inciso XIII, que estabelece duração do trabalho não superior a 8 horas diárias e 44 semanais, admitida compensação de horários e no art. 7º, inciso XXVI, é reconhecido a validade das convenções e acordos coletivos de trabalho.
A interpretação conjugada desses dispositivos permite concluir que a Constituição não proíbe jornadas diferenciadas, desde que respeitado o limite semanal e que exista negociação coletiva legítima.
TEMA 1046 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
A decisão do Supremo Tribunal Federal no Tema 1046 de repercussão geral, consolidou a tese de que acordos e convenções coletivas podem limitar ou restringir direitos trabalhistas que não sejam absolutamente indisponíveis.
Esse entendimento reforçou a ideia de adequação setorial negociada, permitindo que categorias profissionais e econômicas ajustem condições de trabalho conforme suas necessidades produtivas.
Nesse contexto, a jornada 4×4 (quatro por quatro) passa a ser vista como expressão da autonomia coletiva, desde que não viole direitos fundamentais mínimos do trabalhador.
Todavia, ao reconhecer a validade da escala 4×4 (quatro por quatro), o Tribunal Superior do Trabalho adotou essencialmente três premissas jurídicas:
A Corte entendeu que acordos firmados entre sindicatos e empresas devem ser respeitados, pois representam manifestação legítima da vontade coletiva dos trabalhadores.
Outro ponto determinante foi a constatação de que, apesar de jornadas diárias mais longas, a média semanal não ultrapassa o limite de 44 (quarenta e quatro) horas, preservando o parâmetro constitucional de duração do trabalho.
Assim, não se trata de ampliação da jornada total, mas apenas de redistribuição das horas ao longo do período de trabalho.
A lógica compensatória também foi considerada elemento legitimador do regime.
A alternância entre quatro dias de trabalho e quatro dias de descanso pode proporcionar períodos de recuperação física e mental superiores aos regimes tradicionais, o que foi apontado como benefício potencial aos trabalhadores.
TENSÃO JURÍDICA E CRÍTICAS AO MODELO
Apesar da validação jurisprudencial, a jornada 4×4 (quatro por quatro) não está isenta de críticas e controvérsias. Uma das principais críticas reside no impacto das jornadas prolongadas na saúde do trabalhador.
Turnos de 10 (dez) a 12 (doze) horas podem gerar fadiga ocupacional, aumento do risco de acidentes, prejuízos ao ritmo biológico. Essa preocupação fundamentou diversas ações do Ministério Público do Trabalho questionando escalas prolongadas.
Outro ponto sensível diz respeito à extensão do poder negocial dos sindicatos.
A tese do negociado sobre o legislado não significa liberdade absoluta. O próprio Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que direitos fundamentais trabalhistas são indisponíveis, devendo ser preservado um patamar mínimo de proteção social.
Assim, permanece a discussão sobre quais direitos podem ou não ser flexibilizados por negociação coletiva.
Há ainda críticas relacionadas à efetiva representatividade sindical.
Em determinadas categorias, a capacidade de negociação dos trabalhadores pode ser limitada, o que levanta dúvidas sobre a real autonomia da negociação coletiva que institui jornadas mais extensas.
Apesar da recente validação do entendimento, algumas questões permanecem em aberto.
Existirá limite diário da jornada? Há necessidade de vantagens compensatórias? Será aplicado de forma setorizada conforme atividade desempenhada? Como funcionará o controle judicial sobre as negociações coletivas?
Essas são dúvidas cujo as respostas só poderão ser esclarecidas na prática, será, viver para entender e ver até que ponto, se adequa verdadeiramente na rotina dos trabalhadores e empregadores.
CONCLUSÃO
A validação da jornada de trabalho 4×4 (quatro por quatro) representa mais um passo no processo de flexibilização das relações laborais no direito brasileiro. O entendimento do Tribunal Superior do Trabalho, alinhado à tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1046, reforça a centralidade da negociação coletiva como instrumento de adaptação das condições de trabalho à realidade econômica.
Contudo, a legitimidade desse modelo depende da observância de limites constitucionais claros, especialmente aqueles relacionados à saúde do trabalhador e ao respeito ao patamar mínimo civilizatório de proteção laboral.
Dessa forma, a jornada 4×4 (quatro por quatro) revela-se juridicamente possível, mas sua aplicação exige cautela interpretativa, equilíbrio entre flexibilização e proteção social e constante vigilância quanto aos impactos concretos sobre as condições de trabalho.
FONTE: Notícia publicada no portal Jurinews acerca de decisão da SDC do Tribunal Superior do Trabalho sobre a validade da jornada 4×4 em negociação coletiva.
Isabela Markowicz de Oliveira, advogada na Valim Advogados Associados